Do escambo ao bitcoin: a história de como o dinheiro evoluiu

A história do dinheiro é fascinante. É incrível pensar no quanto a humanidade evoluiu nesse aspecto ao longo das eras, passando de uma forma primitiva de escambo para um modelo de digitalização completa dos ativos financeiros. Esse desenvolvimento permitiu que a sociedade se tornasse mais produtiva e ainda mais complexa. Mas como tudo isso aconteceu? Quais foram os marcos mais importantes na trajetória do dinheiro?

A convite da Ripio, empresa que está abrindo novos caminhos para a economia digital facilitando a compra e venda de criptomoedas, o TecMundo conta um pouco da evolução do dinheiro até os dias atuais. Além disso, exploramos como as moedas digitais, como o Bitcoin, podem solucionar falhas da modernização do sistema financeiro.

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Como tudo começou

Nos primórdios da humanidade, quando o conceito de dinheiro ainda nem existia, as pessoas cooperavam em um modelo de divisão de trabalho para produzir bens; nesse processo, as atividades produtivas eram mais simples, e todos podiam ajudar. Foi assim que surgiu a troca direta, mais conhecida como escambo.

Contudo, à medida que a sociedade se tornava mais complexa, com o surgimento de ofícios e profissões, por exemplo, a troca de bens não se mostrou um modelo sustentável. Foi com base nessa problemática que a definição de um meio de troca se fez necessária, algo que fosse fácil de negociar e que tivesse valor praticamente universal. Surgiu então um conceito inicial de dinheiro.

Em um primeiro momento, o trigo foi a moeda corrente das sociedades primitivas, mas outros meios de troca já assumiram essa posição — carne, couro, sal e até metais preciosos, como bronze, prata e ouro. Foi somente por volta do século VII a.C. que começaram a ser cunhadas as moedas metálicas, padrão que existe até hoje.

A partir de então, as sociedades conseguiram se tornar ainda mais complexas, e as divisões de trabalho ficaram mais evidentes. Se antigamente uma pessoa precisava produzir o que queria consumir — o que demandava tempo —, hoje ela pode adquirir bens e serviços utilizando um meio de troca comum. Isso aumentou significativamente a produtividade, o que possibilitou uma grande prosperidade econômica.

Mas nem tudo são flores.

O problema desse modelo

Embora tenha permitido grande evolução no sistema financeiro, a utilização de moedas metálicas ainda gerava problemas. Era difícil e perigoso acumular grandes quantidades desse ativo, além de impraticável do ponto de vista da mobilidade. Foi por conta disso que surgiu a casa de custódia, uma espécie de forma primitiva dos bancos.

Nesses locais, as pessoas guardavam suas moedas e recebiam um certificado equivalente ao montante acumulado. Foi assim que nasceu o papel-moeda, outro que perdura até hoje. Na época, o lastro ainda eram as moedas metálicas ou os metais preciosos que estavam depositados, algo que só mudou no século XX.

Em vez de estarem ligadas a equivalentes em ouro ou outros ativos físicos, as chamadas moedas fiduciárias tinham o seu valor baseado na confiança da população e dos investidores em relação ao governo emissor. Esse é o modelo vigente até hoje, o que permitiu grandes evoluções ao sistema financeiro, que não dependia mais de um lastro para crescer. Porém, isso não significa que o modelo seja perfeito.

Modernização do sistema financeiro

O sistema financeiro passou por grandes alterações nas últimas décadas, mas nada se compara às mudanças recentes possibilitadas pela internet. Hoje, o dinheiro não é apenas um pedaço de papel ou moeda, mas também números na tela de um computador ou smartphone. Por conta dos sistemas de internet banking, é possível fazer grandes transações sem precisar sair de casa.

O mercado de crédito também permitiu o aumento de complexidade dos sistemas financeiros. Hoje, pode-se solicitar empréstimos, obter financiamentos ou comprar sem que o dinheiro de fato exista em sua carteira ou conta online.

Mas esse modelo econômico também trouxe problemas. A expansão do mercado de crédito, por exemplo, gerou grande endividamento para cidadãos, empresas e governos. O conceito de dinheiro virtual e “ilimitado” ainda possibilitou especulações e a aplicação de golpes diversos, o que acabou forçando um novo passo no sistema financeiro.

No modelo atual, o dinheiro pode ser impresso baseado em critérios subjetivos, o que tem como consequência indesejável o aumento na inflação com a desvalorização do dinheiro. Nesse sentido, a “escassez” do ouro representa uma vantagem, já que ele não pode ser produzido de forma artificial. Esse é um dos motivos pelos quais o metal ainda é muito valorizado mesmo não sendo a “moeda oficial” há muitas décadas.

Além disso, historicamente, a implementação desse sistema trouxe alguns colapsos financeiros exatamente por conta das características das moedas fiduciárias. O que tem acontecido na Venezuela (e o que já ocorreu em países com uma economia sólida, como os Estados Unidos), por exemplo, é uma prova de que esse modelo possui falhas graves e que precisam ser corrigidas.

Como isso é possível?

Bitcoin e moedas digitais

A grande evolução seguinte é aquela que estamos vivendo hoje: o surgimento e a popularização das moedas digitais. O Bitcoin com certeza é o maior representante dessa nova fase, sendo a primeira criptomoeda criada — em 2008, por alguém conhecido como Satoshi Nakamoto.

Apesar de parecer complexo, não é tão difícil entender o funcionamento do Bitcoin. Essa moeda digital funciona como o dinheiro convencional, podendo ser usada para comprar bens e serviços; a grande diferença é o fato de que é um dinheiro sem intermediários, descentralizado e escasso, já que existe uma quantidade finita.

O fato de o Bitcoin não possuir intermediários faz com que seja possível enviar dinheiro para qualquer parte do mundo de forma fácil e barata. Além disso, é possível realizar transações sem ter uma conta em banco ou cartão de crédito. Mas uma das principais vantagens é poder negociar esse dinheiro por uma rede que ninguém controla, o que é especialmente importante em países com regimes autoritários.

Outra característica importante do Bitcoin é o fato de ele ser limitado (ou seja, escasso). Em países com inflação alta, como a Argentina (país de origem da Ripio) e o Brasil de alguns anos atrás, essa moeda digital representa uma ferramenta de poupança e uma eficiente reserva de valor, já que é anti-inflacionária por design. Atualmente existem 17 milhões de bitcoins, e somente 21 milhões serão produzidos (por meio de um processo chamado “mineração”). Essa criptomoeda já é considerada por muitos como o “ouro digital”.

No estado atual, o Bitcoin já ganhou a alcunha de “dinheiro universal”. Isso porque é possível fazer transações facilmente e sem as taxas de câmbio. Isso significa que você pode usar essa moeda digital no Brasil da mesma forma que você a usaria no Japão, do outro lado do mundo, por exemplo. Diversos produtos, serviços e plataformas já aceitam o Bitcoin em suas negociações.

Vale destacar que o Bitcoin é uma forma de dinheiro protegida e segura. Como os governos e as instituições financeiras não têm acesso a ele, não podem manipulá-lo, congelá-lo ou mesmo confiscá-lo. O proprietário da moeda é o seu “banco próprio” e tem controle total sobre o Bitcoin.

Como funciona o Bitcoin?

A tecnologia por trás do Bitcoin é chamada de blockchain, sistema por meio do qual também são criadas novas moedas digitais. O processo de criar Bitcoins é chamado de mineração e está detalhadamente descrito no documento original elaborado por Nakamoto.

Como começar no universo dos Bitcoins

De forma muito resumida, blockchain é uma rede de criptografia complexa que usa funções matemáticas para validar todas as transações. Isso garante a confiabilidade do sistema e torna o Bitcoin um software de código aberto, público e que ninguém controla. Isso significa que qualquer um pode fazer parte do Bitcoin.

Se é o seu desejo aprender mais sobre o assunto e iniciar no universo do Bitcoin, vale a pena conhecer os serviços da Ripio, empresa que está possibilitando a criação deste conteúdo. No site da companhia, você pode acompanhar a cotação do Bitcoincomprar a moeda virtual e gerenciar a sua carteira de modo rápido e prático.

Traduzida do espanhol, a palavra ripio significa cascalho. Como tal, a Ripio quer atuar como o “cascalho” do sistema financeiro atual e abrir novos caminhos para a evolução. A empresa tem como objetivo ajudar a construir uma infraestrutura de entrada na economia digital, permitindo que todos tenham acesso a ativos como Bitcoin e outras moedas virtuais.

A Ripio tem 7 anos de atuação no mercado com operações na Argentina, no Brasil, no México, no Uruguai e na Espanha. São mais de 100 profissionais trabalhando juntos para atender a mais de 500 mil clientes satisfeitos com os serviços prestados por essa promotora de uma nova economia digital. Todos os produtos financeiros da Ripio são construídos com a tecnologia blockchain para impulsionar a economia na América Latina e em outras partes do mundo.

Quer participar ativamente desse novo modelo econômico digital que com certeza vai mudar (e já está mudando) o mundo como o conhecemos? Conheça a Ripio, crie a sua carteira de Bitcoin e comece hoje mesmo a fazer parte desse futuro.

Fonte: Tecmundo

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